Centenário do Seminário da Encarnação

Antigos Alunos do Seminário assinalam Centenário do Seminário da Encarnação

 A «Associação dos Antigos Alunos do Seminário Diocesano do Funchal» assinala o Centenário do Seminário da Encarnação a decorrer, (Outubro 2009 – 2010), como também já celebrou o cinquentenário do Seminário de Nossa Senhora de Fátima, na rua do Jasmineiro, em Junho de 2008, acto que se insere, por sua vez, nas celebrações das Bodas de Prata da mesma Associação (Outubro 2009-2010). A programação inclui a participação numa Eucaristia de Acção de Graças celebrada na Capela dedicada a Nossa Senhora da Encarnação, Padroeira do mesmo Seminário, contígua ao edifício centenário, da iniciativa do mesmo Seminário Diocesano, hoje 25 de Março, pelas 18H30, e um acto sócio-cultural, amanhã, sexta-feira, 26 de Março. Dado o estado deficitário de conservação do edifício centenário, a Associação teve de optar por outro cenário para a evocação desta memória, que é muita querida e sentida pelos antigos alunos desta casa de estudos.

Foi escolhida esta data, por coincidir precisamente com o 25 de Março, dia da Padroeira do Seminário, Nossa Senhora da Encarnação.

O Acto sócio-cultural consta dum jantar convívio, seguido da intervenção de dois antigos alunos: o Dr. Francisco Félix Sousa fala sobre o Seminário, e o Dr. João Henrique Silva sobre o papel dos Leigos na Igreja.

Nesta casa de estudos eclesiásticos ter-se-ão formado a maioria dos sacerdotes madeirenses do século XX, e ainda um grande número de jovens que ali aprenderam a ser úteis à sociedade, no seu papel de leigos conscientes, muitos dos quais ainda vivem, alimentando profunda saudade do seu Seminário. Só nos últimos cinquenta anos, (1958-2008), passaram pelos Seminários do Funchal, 4077 alunos, dos quais se ordenaram 75.

 O edifício centenário

 O Bispo do Funchal, D. Manuel Agostinho Barreto «um dos grandes bispos portugueses» da sua época, terá começado as obras em 1905, nos terrenos contíguos ao Mosteiro da Encarnação, e atinge o objectivo, abrindo as portas do Seminário da Encarnação, em Outubro de 1909.

Na época do bispo D. Manuel Agostinho Barreto, o Seminário diocesano colocava-se a par dos estabelecimentos melhor organizados do seu género. Veio a República, e pelo decreto de 20 de Abril de 1911, dois anos e meio depois, o Seminário passa à posse do Estado.

Entretanto, D. Manuel Agostinho Barreto falece a 26 de Junho de 1911, levando para a sepultura a profunda mágoa de lhe terem roubado o seu Seminário.

De 1911 a 1933 o Seminário da Encarnação esteve entregue à Junta Geral do Funchal, onde foram instalados diversos serviços civis.

A ordem de entrega ou devolução do edifício à diocese foi decidida pelo decreto de 25 de Abril de 1927, que considerou ilegal a cessão feita à referida Junta Geral. Esta devolução, segundo afirmações de D. Teodoro de Faria, Bispo Emérito do Funchal, deveu-se à amizade do bispo de então, D. António Manuel Pereira Ribeiro com um cole­ga de universidade, então no gover­no da nação, embora fosse maçónico.

Mas foram precisos seis anos de porfiosa luta, no plano regional, para que o Seminário Diocesano passasse a ser de novo ali instalado, o que aconteceu em Outubro de 1933.

Ali funcionou o Seminário Diocesano, durante mais de quarenta anos, tendo-se formado nele uma geração predilecta de sacerdotes, muitos dos quais ainda vivos, e alguns também activos, até que a «revolução dos cravos» de 1974, se tornou «de espinhos» para o Seminário. Foi tomado pelos revolucionários de esquerda, e aí funcionou uma Escola até 2005, durante 30 anos.

Foi precisamente a 4 de Novembro de 2005 que o Estado entregou o Edifício do Seminário da Encarnação à Diocese do Funchal. E a 28 de Dezembro do mesmo ano, D. Teodoro de Faria, então ainda bispo titular do Funchal, recebeu os cumprimentos de Boas Festas e Ano Novo, por parte do clero, religiosos(as) e leigos, no Seminário da Encarnação, abrindo de novo as portas, num gesto simbólico de retomada de posse.

São passados quatro anos após esta última entrega, e o Seminário da Encarnação ali está, como testemunho duma geração de sacerdotes e leigos esclarecidos, esperando ser útil à Igreja e à Sociedade, pois, devido ao seu estado de total degradação, carece de correspondente restauro.

Divulgação das Associações, pela UAAASP

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