2009 chega ao fim

Quase à acabar o ano, apeteceu-me fazer uma leitura de certos acontecimentos ocorridos ao longo deste ano. Tenho por hábito, reflectir sobre acontecimentos que à meu ver são negativos ou maus para a sociedade, com os quais estou menos de acordo e que por vezes me revoltam. São também esses maus momentos, que me permitem fazer algo, fazer diferente ou melhor, para que tais situações não se voltem a repetir. Afinal, se calhar somos todos responsaveis de tais situações. Cada um de nós teria “pano p’ra mangas“, com informações e situações vividas ou conhecidas. 

Portugal não foi excepção, nem da crise que se fez sentir por todo o mundo, nem da sua habitual situação, por vezes caótica politica e socialmente, onde a corrupção aparece, mais uma vez, presente nos meios mais altos da nossa sociedade. Nos partidos politicos, continua a atirar-se pedras uns aos outros, a passar rasteiras aos próprios colegas, pela gânancia e sede de poder. As pessoas, confiam cada vez menos no poder politico, que apenas discute pour um lugar ao sol.  A saúde, a educação, a familia, temas que sofreram as consequencias da má politica do País, da Europa e do Mundo em geral. Valores como a honestidade, seriedade, disponibilidade, confiança, vão desaparencendo da nossa sociedade.

A crise economica não veio ajudar nada. Em todo o mundo, em nome dessa crise, os pobres ficaram mais pobres e os ricos sempre mais ricos. Os governos abriram os cordões à bolsa, mas essas ajudas foram direitinhas para onde todos sabemos: para onde há lucros e onde se pode ganhar mais algum. 

A gripe, (A, suína, H1N1) teve tanto nome, como tanta foi a informação e/ou contra-informação dada. Falou-se dessa doença, como a pandemia do século, falou-se dela como a fonte de lucros dos laboratórios farmaceuticos.

Para além da crise, da gripe A, Portugal é vítima de situações naturais que provocam estragos, calamidades, perda de vidas e da pouco riqueza que por vezes resta em algumas zonas do País. Os incendios de verão, que se repetem de há muitos anos, mas com as quais pouco se aprende e muito pouco ou nada se faz, os caprixos da mãe natureza com tufões, ventos e chuvas muito fortes, provocando estragos enormes em certas zonas do País.  2009 não foi excepção, durante o verão,  milhares de hectares foram destruidos pelas chamas, deixando para trás, muitos anos de vida, de esperança e de trabalho. Nos últimos dias, a zona oeste viveu aquilo que todos vimos e ouvimos.

Com 2010 à porta, a Esperança regressa. Tudo aquilo que de mau aconteceu não desaparecerá esta noite, mas temos de tirar lição de tudo isso, esperar e sobretudo fazer algo para que tais situações não se repitam em 2010 e seguintes. A esperança deve ser o espírito desta noite de passagem de ano. Esperamos um mundo melhor para todos, um poder politico que discuta os verdadeiros problemas da sociedade e que se ocupe desses problemas, que ajude quem realmente precisa. Esperamos que os verdadeiros valores da vida estejam sempre presentes entre nós, no meio daqueles que nos governam, daqueles que são os nossos guías.  

Woody Allen dizia “Interessa-me o futuro porque é onde vou passar o resto da minha vida”. É com este sentimento, que me despeço de 2009, ele chegou ao fim, mas nós continuamos e vou abraçar 2010 com maior força com que abracei 2009. Venha 2010. 

de Paris, BOM ANO PARA TODOS. Paulo ADÃO.

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